quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Maria e o Velho

Eu devia ter oito anos quando ela morreu.
Lembro do cheiro do cabelo, do corpo sofrido dos maus tratos. Os olhos eram iguais aos meus. Azuis.Mas de uma dignidade imensa. Lembro também como me acordava com beijos e fazia meu café da manhã pra poder ir a escola. Aquele sanduiche maravilhoso que fazia.
Disseram que foi um acidente.
Acordei com seus gritos e meu pai fingindo socorrê-la. Um tiro na cabeça. Tinha os braços arranhados e os olhos inchados de socos.
Acho que fizeram parecer um assalto, sei lá.
Virei pro lado e adormecí novamente. Me calei durante anos. Não me vinham palavras, gestos , nem ao menos vontade de gritar pro mundo quem era o monstro que me deu vida. O monstro que me fez sentir ódio pela primeira vez. Que me fez sentir vontade de comer sua carne aos poucos, como uma criança saboreia o sorvete preferido.
Sentimentos sufocados nos anos que se seguiram como se nada que eu fizesse fosse adiantar. Uma sede de sangue me invadia a alma quando chegava o verão.
O ar quente que respirava me dilatava a alma, me enfurecia, me tirava a normalidade dos olhos, do corpo e da mente.
Lembro que entrava na Igreja e ficava rezando, pedindo pra que Deus me tirasse os pensamentos sanguinários da cabeça. Acho até que de certa forma herdei a brutalidade daquele homem frio, bêbado e calculista com quem era obrigada a dividir o nome, a casa, a comida e tinha a obrigação de chamar de pai.
Enchia a casa de prostitutas, todas com suas peculiaridades. Umas fediam mais que as outras, algumas tinham pena. Todas tendo que suportar o cheiro de covardia que emanava da casa, dele e de mim. Sempre ia dormir ouvindo música alta, sempre no sofá com alguma desvairada seminua no colo.
Estava prestes a fazer dezoito anos naquela vida mesquinha e sem futuro.
Deixei a escola, comecei a trabalhar de garçonete e perdí a virgindade na traseira de um carro velho, roído como minha vida. As coisas não iam nada bem e eu sabia disso. Pedia sangue, vingança.
Meu único companheiro era um caderno cheio de rabiscos, poemas, e confissões. Das mais perversas.Doentias até. Tudo digno de Shakespeare ou Nelson Rodrigues. Tudo oque eu queria dizer e não tinha coragem.
Uma noite cheguei em casa e ele estava no meu quarto, lendo.
Ví um leão prestes a me devorar. Veio pra cima de mim, tentando me enforcar, socando meu estômago. Dizia que iria me matar por ser tão cretina.
Pensei que teria o mesmo fim de minha mãe. Mas o instinto de sobrevivência falou mais alto. Conseguí que me soltasse e saí correndo em direção a cozinha, ouvindo a gritaria e seus passos atrás de mim. Só me restou apanhar uma faca na pia. Não sei bem como aconteceu. Foi tudo muito rápido.
Ele estava no chão sangrando, os olhos de cachorro acuado, pedindo ajuda.
Fugí. Peguei a mochila, vinte mangos e saí pra não voltar mais.
Passei fome, pedí carona, corrí o mais rápido que pude pra não ser pega.
Foi quando cheguei em uma cidade pacata, bonita até.
Morrendo de fome, pensei em tomar um café pra aliviar um pouco. Moedas e dois cigarros eram tudo oque eu tinha.
Ví um Café bonito, estilo parisiense e entrei. O senhor no balcão me atendeu formalmente, me olhou nos olhos e fez perguntas.
A princípio, não gostei. Odeio gente bisbilhoteira.
Mas ele me ofereceu pouso em troca de ajudar nos serviços do estabelecimento. Queria depois ir embora, mas fiquei.
A sede passou.
Conseguí um novo pai. Me sentí protegida, estudei, rumei a novos horizontes, promissores até.
Fui pra universidade. Arqueologia.
Conhecí o Cairo, Roma, França, Peru e tantos outros lugares magníficos.
Amei e fui amada.
Mas não tinha ainda assim a esperança de ser feliz. Por mais que tentasse não via meu futuro.
Meu pai postiço não sabe de tudo oque passei, e nunca saberá.
E agora estou de volta na cidade que me deu novos dias.
Quando cheguei, José fez festa, se mostrou feliz por me ver de volta.
É, José. Nome bonito né?
O Café era o mesmo. A modernidade não chegava ali. Um dia herdaria aquele lugar, pensei. Mas isso não fazia parte do plano.
Contou as novidades, contei as minhas e corrí no quarto dos fundos que um dia foi meu e resgatei meu velho caderno. As folhas amareladas ainda continham a letra infantil e vingativa.
E pensar que matei meu pai. Não sou melhor do que ele foi. Nem serei.
O fim está próximo. Tenho que voltar a velha ponte. O rio deve estar seco, o baque vai ser rápido.
Depois do abraço da minha mãe, aquele foi o melhor de toda a minha vida. O abraço da liberdade, de saber que não voltaria mais. José me prolongou os dias, mas parece que não adiantou muito.
E agora aqui estou.
Prestes a pular. O fim de tarde multicolor sorrí pra mim. Crianças brincam por perto.
Chegou a hora.
Minha grande hora...


*************

Toda moeda tem dois lados, inclusive meus textinhos!

O/

Lolita!


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O velho e o Café...

Nascí e crescí nessa pequena cidade. Nada de interessante acontece por aqui, mesmo a cidade sendo bonita e sossegada.
Tenho um Café á moda parisiense, negócio de família que atravessou gerações e chegou até mim.
Todos os dias pessoas vão e vem. Conheço todos os clientes. Onde moram e o que fazem pra sobreviver. Vou contar uma breve história de uma garota que um dia me entrou pela porta. Ah, querem saber o por quê? Hoje ela é manchete de jornal. Estranhamente assustador. Suicidou-se.
Já ouví muita coisa atrás desse balcão. Muitos segredos foram ditos a esse velho enfadonho e cheio de calos deixados pela vida.
Mas ela me chamou atenção quando cruzou a porta com a mochila jeans nas costas e pediu um café forte. Sentou na mesinha perto da porta e me pediu um cinzeiro. Ví que de dentro da mochila tirou um velho caderno de anotações, e logo em seguida tirou as moedinhas do bolso e me entregou, dizendo ser tudo o que tinha. Até aqui, era uma cliente qualquer.
Foi quando a olhei nos olhos. Eram de um azul profundo e inquietante. Pareciam gritar por socorro. A velha calça jeans, o tênis sujo de poeira me fez perguntar de onde vinha.
Era de uma cidade ao norte. Fugiu de casa para ser feliz. Foi o que me disse, acendendo o cigarro barato fortíssimo.
Fiquei com pena daquela criança. Corpo de mulher em alma prematura ainda. Mesmo que tivesse lá seus 18 anos, me pareceu infantil.
Fugiu por ameaças do pai de matá-la. Engraçado, família nos dá a vida, e a dessa moça queria retirar.
Tinha o rosto vermelho de chorar, o cabelo oleoso por ter recebido sol demais destes dias quentes de verão.
Oferecí-lhe o quarto dos fundos para ficar para em troca me ajudar no serviço diário do Café. Estou velho e não tenho filhos. A vida quis assim e ví naquela oportunidade uma chance de me sentir pai ao menos uma vez.
Maria aceitou de imediato. É, bonito nome. Maria. Mary e Marie em suas derivações.
Me ajudava todos os dias, passou a frequentar a escola em cursos noturnos para adultos. Queria mais. Sempre mais. Determinada a moça. Tínhamos uma relação de pai e filha mesmo. Pouco falava do seu passado. Mas sempre que falava dele tinha pequenos surtos, resmungava qualquer coisa e ia chorar no banheiro. E ao fim sempre me calei. Não me importava mais com o que poderia ter lhe acontecido. O importante era o presente. E estava indo bem. Não precisávamos de maiores delongas.
Foi quando conseguiu ir pra faculdade.
Me deixou com lágrimas nos olhos dizendo voltar um dia. Fez Arqueologia. Me escrevia toda semana, tenho uma caixa enorme cheia de cartas contando tudo oque se passava. Pessoas que conheceu, lugares que percorreu. Foram longos quatro anos para que enfim terminasse o curso e mudasse para uma cidade grande. Era uma importante funcionária de um museu. Mas não voltou.
Somente postais me chegavam.
Percorreu o mundo inteiro. Mas sempre sozinha.
Sempre pedindo para estar sozinha. Achei que tivesse superado as primeiras dificuldades da vida, mas não. Me voltou depois de oito anos longe.
Quando passou pela porta, ví a mesma garota de antes, os mesmos olhos sufocantes.
Tomou o seu café e perguntou se ainda guardava suas coisas no quarto antigo. Foi aos fundos e voltou com o velho caderno de anotações. Me abraçou forte e me olhou nos olhos, agradecendo a vida que eu pude proporcionar a ela. Ficamos abraçados muito tempo. Não uso relógio, então, não sei dizer em minutos. Mas foram muitos e os últimos.
Disse que ia rever os amigos e passear perto do rio das Lamentações, ver a velha ponte. Caminhar.
Mas não voltou. Nem vai voltar pra me abraçar.
Acho que o nome do rio a inspirou. Época de seca por estas bandas, estava raso demais. O pescoço não aguentou a pressão da cabeça batendo no fundo.
Dois meninos brincando metros depois a viram se jogar para o fim. Gritaram para as pessoas que passavam, mas era tarde. Muito tarde.
E os olhos continuaram os mesmos até depois de sua morte.
Hoje, durante o enterro, enfim entendí o que faltava naquele azul profundo.
Esperança.
Era o que lhe faltava.
E eu? Vou continuar sem filhos, atrás desse balcão servindo café até o fim da vida, olhando a mesinha perto da porta, pedindo pra ela voltar.
Ou quem sabe, pedindo pra vir me buscar.

********
Bom, esse textinho sem graça fiz pra passar o tempo.
Esses dias e madrugadas enfadonhos estão me enlouquecendo.

Bjos á todos e todas!

O/

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Loucos e Santos - Oscar Wilde


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Desejo menos ‘normalidade’ e mais felicidade a todos...
Menos padrão, e mais emoção...
Menos hipocrisia, e mais honestidade.
Menos exclusão, e mais justiça.
Menos preconceito, e mais aceitação.
Menos egoísmo, e mais solidariedade.
Sintam-se mais,
Vivam-se muito
Aceitem-se todo
Conheçam-se em tudo...
Experimentem-se...
E complementem-se a mando do seu coração.
Amém!


*****************
Aline me mandou esse texto numa madrugada dessas de msn...
Achei nossa cara!
Bjos amiga!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
... e Relaxa...

Bjos á todos!
Lolita!

O/


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Diariamente... [homenagens á João!]




Bom, amanhã é o dia dele.
Três aninhos!!!!!!!
Clipe da musiquinha dele... Não sou uma mãe que sabe mil cantigas de ninar.
Prefiro essa aí!
João macaquinho!!!!! Marisa Monte cantando pra vc filho! [hehehehehe]

Marisa Monte - Diariamente

Para calar a boca: Rícino
Para lavar a roupa: Omo          
Para viagem longa: Jato                     
Para difíceis contas: Calculadora 
Para o pneu na lona: Jacaré
Para a pantalona: Nesga         
Para pular a onda: Litoral               
Para lápis ter ponta: Apontador                 
Para o Pará e o Amazonas: Látex
Para parar na pamplona: Assis           
Para trazer à tona: Homem - Rã             
Para a melhor azeitona: Ibéria                              
Para o presente da noiva: Marzipã
Para Adidas o Conga: Nacional                    
Para o outono a folha: Exclusão                          
Para embaixo da sombra: Guarda -Sol     
Para todas as coisas: Dicionário
Para que fiquem prontas: Paciência
Para dormir a fronha: Madrigal                         
Para brincar na gangorra: Dois        
Para fazer uma toca: Bobs                
Para beber uma coca: Drops        
Para ferver uma sopa: Graus            
Para a luz lá na roça: 220 volts
Para vigias em ronda: Café
Para limpar a lousa: Apagador                 
Para o beijo da moça Paladar            
Para uma voz muito rouca: Hortelã           
Para a cor roxa: Ataúde
Para a galocha: Verlon      
Para ser moda: Melancia                 
Para abrir a  rosa: Temporada       
Para aumentar a vitrola: Sábado
Para a cama de mola: Hóspede          
Para trancar bem a porta: Cadeado                         
Para que serve a calota: Volkswagen    
Para quem não acorda: Balde
Para a letra torta: Pauta                   
Para parecer mais nova: Avon                  
Para os dias de prova: Amnésia
Para estourar a pipoca: Barulho
Para quem se afoga: Isopor              
Para levar na escola: Condução                        
Para os dias de folga: Namorado    
Para o automóvel que capota: Guincho
Para fechar uma aposta: Paraninfo                     
Para quem se comporta: Brinde         
Para a mulher que aborta: Repouso
Para saber a resposta: Vide - o - Verso
Para escolher a compota: Jundiaí         
Para a menina que engorda: Hipofagi  
Para a comida das orcas: Krill
Para o telefone que toca
Para a  água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você o que você gosta
Diariamente


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Tô de Férias!!!!!!!!!


O ser humano sempre procurando, inventando formas de ser feliz.
De pensar que é pelo menos.
Sáporra de Carnaval é assim tbm.
Tudo começou na Grécia [bando de safadenhos, sabemos todos nós!], acho que lá pelo ano 600 ou 520 A.C. [não lembro ao certo!].
Inicialmente era um culto para agradecer aos deuses pela "boa produção agrícola" e "a fertilidade do solo".
Depois veio o melhor: á festa juntaram alcool [u.u] e sexo [nham!]... Tá, faltou as drogas e rock and roll... mas isso veio depois! Voltando...
Nossa querida Igreja Católica [amo de paixão! blá!] viu aquele imenso fuzuê, a felicidade da galera, as orgias e disse : PÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁRA TUDO!
Porra, deixa o povo ser feliz cacete!
Em meados de 590 D.C. [confirmem isso] a toda Poderosa [não existia a Rede Globo ainda!] incorporou o Carnaval ás suas festas e retirou os atos pecaminosos do evento! [¬¬] Sem gracinha essa Igreja!
Mais eis que veio o Concílio de Trento em 1.545 [palmas!!!!!] que retirou a festa de seu calendário, voltando, assim a ser uma festa popular. [pega!!]
Ah! Veneza e suas máscaras...



O Brasil incorporou essa festa dos europeus, e agora, deu no que deu.
O país simplesmente pára durante esses dias.
Queria ser do tempo das marchinhas, dos blocos pequenos, da Recife Antiga.
Corro longe desse emaranhado de gente pulando, soltando a louca [tem gente que se revela, noffa!!!!], achando que a vida é só aquilo ali. Que tem que viver tudo por que o resto do ano é só ralação de mente. Arf!
Gostaria que as pessoas tivessem esse espírito o ano inteiro.
Igual Natal. Todo mundo "Lekal". Todo mundo feliz.
Eu visto a fantasia o ano inteiro e retiro no Carnaval.
Ser palhaça cansa.
Tenho direito a meus dias de descanso tbm né?

Bjos á todos!

O/

Vou voltar pra minha caminha e ZzZzZzZzZzZzZ!
Boa folia pra quem vai soltar a macaca!!!!!!!!!!!!

\O/\O/\O/\O/\O/\O/\O/


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ísis - mulher moderna!!!!!!!!


Porque eu sou a primeira e a última

Eu sou a venerada e a desprezada

Eu sou a prostituta e a santa

Eu sou a esposa e a virgem

Eu sou a mãe e a filha

Eu sou os braços de minha mãe

Eu sou a estéril, e numerosos são meus filhos

Eu sou a bem-casada e a solteira

Eu sou a que dá à luz e a que jamais procriou

Eu sou a consolação das dores do parto

Eu sou a esposa e o esposo

E foi meu homem quem me criou

Eu sou a mão do meu pai

Sou a irmã de meu marido

E ele é meu filho rejeitado

Respeitem-me sempre

Porque eu sou a escandalosa e a magnífica




Hino a Ísis, século III ou IV (?),

descoberto em Nag Hammadi

***************
Sim, sou fascinada por Egito Antigo... e Ísis é minha deusa favorita...
Pq?
Acredito que ela personifique a mulher moderna...

Bjos á todos e todas!

Lolita!

o/

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O choro na calçada...



Hoje sentí saudade do tempo das calçadas.
Da liseira de todo mundo pra comprar aquela pingosa com refri; juntar as moedinhas. Rir dos foguetes que não eram pra mim.
Aquele vento de fim de tarde nas caixas d'água.
Aqueles sorrisos sinceros me dizendo: "vem! sou teu amigo!"
O grupo de chorinho maravilhoso!!!!!!!
A velharada tomando red label.
A molecada pagando de gatões tomando Pitu.
Éramos quase atração turística.
Aquele cheiro de picanha... Ataaaaaaaaaaaca bando de flagelados!
Hahaha! Comédia esse tempo.
Dançar sem se importar com quem tá olhando.
Yes, nós gostamos de chorinho.
O "Carinhoso".
Projeto Choro na Calçada.
Pinxinguinha.
Noel Rosa.
Emoção á flor da pele.
Pena que isso ficou pra trás...
Os sorrisos outrora sinceros agora viraram pó.
O vento virou mormaço.
A pinga agora são os cacos que foram pro lixo...
Meus olhos já não são tão carinhosos.
E tem gente que não gosta de chorinho.
A caixa d'água é só monumento. Deixou de ser parte de mim.

A Maria já foi eu um dia...

Na madruga, me fizeram relembrar um tempo em que perdí a vontade de existir.
Essa música fala muito sobre esse tempo.
A morte de um amigo.
As lembranças.
Veio tudo na mente como um flashback!

Tá aí. Round Here, Counting Crows

Step out the front door like a ghost
Into the fog where no one notices
The contrast of white on white.

And in between the moon and you
Angels get a better view
Of the crumbling difference between wrong and right.

I walk in the air between the rain,
Through myself and back again.
Where? I don't know

Maria says she's dying.
Through the door, I hear her crying
Why? I don't know

Round here we always stand up straight
Round here something radiates

Maria came from Nashville with a suitcase in her hand
She said she'd like to meet a boy who looks like Elvis
She walks along the edge of where the ocean meets the land
Just like she's walking on a wire in the circus
She parks her car outside of my house and
Takes her clothes off,
Says she's close to understanding Jesus
She knows she's more than just a little misunderstood
She has trouble acting normal when she's nervous

Round here we're carving out our names
Round here we all look the same
Round here we talk just like lions
But we sacrifice like lambs
Round here she's slipping though my hands

Oh, Sleeping children better run like the wind
Out of the lightning dream
Mama's little baby better get herself in
Out of the lightning

She says, "It's only in my head."
She says, "Shhh...I know it's only in my head."

But the girl on the car in the parking lot
Says: "Man, you should try to take a shot
Can't you see my walls are crumbling?"

Then she looks up at the building
And says she's thinking of jumping.
She says she's tired of life;
She must be tired of something.

Round here she's always on my mind
Round here, Hey man, I got lots of time
Round here we're never sent to bed early
And nobody makes us wait
Round here we stay up very very very very late

I... I can't see nothing, nothing
Round here
(Ya) Catch me if I'm falling
(Ya) Catch me if I'm falling
(Will'ya) Catch me if I'm falling down on you

I said I'm under the gun
Round here
Oh man, I said I'm under the gun
Round here
I can't see nothing, nothing
Round here


video

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O ser Lolita e a História




Gosto do cotidiano.
Das possíveis histórias do cotidiano.
Através dele, podemos compreender a sociedade. Comportamentos, pequenas tradições, cantos, ritos, enfim, cultura em seus diferentes prismas.
Posso falar sobre receitas, lembranças de família, arte, fatos históricos vistos de baixo, como diria Peter Burke.
Não é maravilhoso????
Isso graças a Bloch e Febvre. A Escola dos Analles. História em contato com a Sociologia.
Graaaaaaaaandes franceses, grande salto no modo de como escrever, criar e re-contar a História!
Tenho ânsia quando penso em Positivismo.
Quero Comte bem longe de mim. Arf!
Me desculpem os positivistas.
O Positivismo é um lobo em pele de cordeiro.
Quer ver?
Toda a História contada nos livros que lemos até o Ensino Médio é escrita por eles.
A História do Estado. Manipulada. "Graaaandes feitos heróicos" contados conforme a Elite do Estado. O que significa por ênfase somente em grandes problemas sociais.
E o povo? E as minorias? E os desajustados? Sindicatos? Trabalhadores? Mulheres? Favelados? Leprosos?
Nessa História aí eles não tem espaço. Não há brechas.

Graças aos Annales essas lacunas começaram a ser preenchidas.
Podemos escrever a história de várias formas. Possibilidades.
Subir e descer num piscar de olhos.
História Oral, História dos Loucos, História do Cheiro, História da Culinária, Histórias e Histórias...

Incrível como a História muda as pessoas. Quer dizer, algumas!
Vejo pessoas que entram cegas dentro dela, e ao fim, assim permanecem.
Uma pena. Mesmo.
É a viagem mais viagem de todas.
E Lolita adora viajar.

Um beijo á todos!!!!

O/



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Divulgação: Senhor Krauze





Segundo o autor:

A obra narra as desventuras de 'senhor krauze', fazendo uso de várias formas literárias, expõe o horror do mundo, o silenciamento, a exclusão e a destruição da singularidade. Poesia, monólogo trágico, romance e conto, o leitor vai encontrar em senhor krauze uma sátira, mas também um grito de revolta contra o esmagamento da própria voz. O autor revela que senhor krauze é fundação dum outro olhar, sem brasilidade, sem regionalismos, sem localismos camuflados e, principalmente, sem a européia e estadunidense universalidade. [já se vê que o homem é o caos em pessoa!]

Segundo eu:

O livro deve ser bom. Espero ganhar um de presente. Senão essa peste se vê comigo!
Sério gente! Deve ser bonzinho mesmo!

[hahahaha]

Senhor Krauze
- Editora Revan, Rio de Janeiro, 2009.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

João e a injeção!!!!!!!


João!!!!!!!!

Cai bola, cai balão!
Chore não seu bobão!
Mamãe tá aqui!
Não te deixa cair!
Quero te ver sorrir!!!!!

Fanfarrão!!
Cobre os olhos com a mão!
Mete o dedo no nariz!
Fez pipi no chão...

Xiii... ficou doente
Levou injeção...
Chore não seu bobão!
Vamos brincar com bolinhas de sabão!!!!!

Vamos correr na rua
Rolar na areia
Pintar o rosto
Zombar dos outros!!!!!!!!!

\O/

Monstro não existe!!!
Mas já que insiste,
Ó lá o velho com o saco na mão!!!
Chore não seu bobão!
Ô João, cresce não!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

*******


Bom, eu tô meio frágil e tals, ele ficou doente e eu fico louca quando isso acontece.
Doenças e mães não combinam!

O/

=*******

Era de Aquarius X Valentine's Day!







Segundo especialistas, hoje, 14/02/2009 começa a Era de Aquarius.
Uma era de renovações.
A era da tecnologia, da paz e da harmonia entre os homens.
Também comemora-se o Valentine's Day. [u.u]

Como não acredito na Era de Aquarius nem vou comemorar o Valentine's Day [é né? vou sair de cafa hj!], vou transcrever aqui um texto que eu fiz há um bom tempo.
Foi inspirado naquele texto famoso, que o Pedro Bial [miau!] leu no fantástico e fez o maior sucesso. Aquele mesmo, com aquela trilha sonora legal e tals. Filtro Solar.


Conselhos de uma doidivanas!

É horrível calar e consentir.
Mas nem sempre.
Fuja.
Fugir nem sempre é tão feio.
Sempre.
Sempre escute a razão.
Eu não sei oque é isso, mas justamente por não tê-la já me ví em apuros.
O coração é traiçoeiro!!!!
Minta.
Mas minta com a verdade.
Chore. E chore com vontade.
Faça caretas na frente do espelho. É engraçado.
Grite. Com força e as palavras certas.
Olhe.
Mas não olhe demais e deixe a vida passar.
Viva.
Viva o hoje e o amanhã, programe o futuro.
O Carpe Diem é lenda.
Assuma seus erros. Não há nada mais louvável.
Seja doidivanas. Todo mundo tem a loucura dentro de sí.
Mas cuidado pra não desenvolvê-la demais!
Seja coerente com oque diz.
Diga sempre eu te amo.
Mas também diga eu te odeio.
Odiar é aceitável.
Tenha filhos, eles são a garantia de que você será eterno!
Viva o DNA!
Lamente aquela briga com quem você ama. E peça desculpas.
Não, não, não, não e não!
Peça perdão. Pedir desculpas é corriqueiro!
Compre colchões novos. Sua coluna agradece.
Beba. Mas beba vinho, faz bem!
Faça barulho tomando sopa, é normal!
Não sugue almas. Você não saiu de uma H.Q.
Durma abraçado com algo. Travesseiros são bons companheiros.
As pessoas não vivem conspirando contra você.
A paranóia está na sua cabeça!
Reze quando estiver em apuros. Acho que Ele, seja quem for, vai te escutar.
Não seja infantil. O jardim-de-infância já passou e seu babador secou.
Repasse valores...
Apague os defeitos.
Mas faça oque todos fazemos de melhor!
Sorria!
Seja feliz quando puder ser.
Evite a tristeza.
Largue o cigarro. Eu não consigo. Mas largue!
Não seja preconceituoso.
Você não é melhor que o resto do mundo.
E como disse o Pedro Bial:
Dance!!!!!!!!!!!!!!!!





sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A concha, a pérola e a luz!




O vazio está preenchido!

Os dias estão mais tênues...
Suas velhas cores fluindo...
Apenas refletindo oque aparentemente estava ruindo!

Bom é saber que a concha está aberta
A pérola ámostra como antes...
Sorrindo, distribuindo afetos, jeitos e trejeitos!

O mar leva e trás...
Trás e leva, olha, afoga, desafoga...
Isso é bom.
Apenas bom, por que o resto se foi...
O mar levou.

Ouço gaivotas gritando!
Será que me viram? Vão me atacar? Me dizimar?
Não, não, dizem elas!
Queremos apenas observar, te acalentar...

A concha e seus dissabores!
A concha e seus horrores!
E a pérola...
A pérola só reluz, seduz, e pede por favor!
Me levem de volta pra luz!!!!!!!!!!!

Crises e Crises - poema post


Crises e crises.

Sempre presentes...
Quem me dera fossem ausentes!

Queria poder mordê-las, torcê-las entre os dentes!

Mas sempre, sempre, me sinto demente, uma pena que os olhos andem transparentes por esses dias...

Mau e mau enxergam
Bem e mau soluçam
Bem e bem sempre calientes, ardentes, sussurrando aos olhos de quem mente..



"Bom, esse poema ou sei lá oq foi, é um post que eu fiz no blog de Ana, ela correu no msn e disse: posta no teu! "

Ana, ele é seu!

Tá aí.

[essa porra de blog tá virando vício! já tenho tantos, agora mais um! fudeu moçada!]

Bjos a todos e todas. Obrigado pelas visitas!

O/


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Liciane - criança prodígio!!!!!!!!

Já que hj tirei o dia pra ver vídeos leves ou engraçados, tá aí!

A nº 01 da minha lista de mulher fatal!
Apresento-lhes!!!!!!!!!!

LICIANEEEEEEEEEEEEEEE!

[kkkkkkkkkkkkkkkk]

Um oferecimento da nossa querida amiga Joana - a palhaço Gozo-

Bjos amiga, te amo muuuuuuuito!

Ah, tá aí o link do blog dela, que é Ducaaaaa!

Gozo!

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Tá num dia daqueles? Relaxa...

Vídeo super, mega hiper fofo que eu recebí um dia desses!



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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

As doses corretas!

Todos nós precisamos de doses certas, das coisas certas em nossa vida.
Eu preciso de grandes loucuras.
De grandes delícias.
Por que tudo que é bom, acaba muito rápido.
Brigadeiro e cerveja, por exemplo!!
Então, cair de cara no que se está fazendo ou sentindo é muito bom.
A loucura pode ter fim hoje, amanhã, não importa.
O importante é sentir.
Isso mesmo: S-E-N-T-I-R!!!!!!!!

Se os sentimentos viessem em cartelas, eu seria viciada neles.
Tipo: auto-controle.
A medicina já dispõe de remédios pra isso. Mas estou relutante em voltar a usá-los.
Preciso estar lúcida.

Queria poder entrar na farmácia e pedir: "ô moço, me vê aí duas cartelas de alegria?" , ou, "tiozinho, aplica aê uma injeção de auto-estima!"
Hoje quero sair tímida. Uma cápsula e pronto! Sou a virgem mais virgem do mundo!
Hoje quero sair pra arrasar! O comprimido rosa e pronto! Um vulcão pronto pra explodir!!!!
Quero um xarope que me faça parar de chorar. Outro pra deixar de lamentar a vida.

Mas infelizmente não é assim.
Temos que trabalhar o psicológico todos os dias.
A cada lágrima caída uma esperança.
A cada noite não dormida, um dia novo chegando e vc de pé, pensando:
"Tenho que levantar e fazer o meu melhor!"

Chega de rastejar, chega, chega, chega!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Meu diabinho interior brigando com um possível anjo todos os dias.

Acho que vou dar uma dose cavalar de sonífero pra eles.
Talvez assim eu fique em paz e seja eu.
Quero sentir que ainda há os sentimentos corretos dentro de mim, exorcismar os maus. Chorar as perdas e despedidas.
Sentir, sentir, e sentir sempre!

Levanta sua baranga! Enxuga os olhos e segue tua trilha.
A da esperança.


Bjos a todos que leêm meus devaneios.
Podia ser devaneiosdelolita né?

O/



terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Lolita's Child


Curuma me mandou umas imagens dizendo que eram a minha cara.
Gostei muito pra ser sincera.
Mal sabia ele que um gesto tão pequeno emociona a gente.

Escolhí uma preferida, e tá aí.
Uma criança.
Com olhos repletos de descobertas.
Que ainda se admira com o mundo ao redor.
Que gosta de novidades e se anima com coisas e acontecimentos simples.
Que toma sorvete correndo.
Que se suja toda e não tem problema.
Que faz coisa errada e só ouve os conselhos do pai.
Mãos rápidas e corpinho serelepe. Dentes faltando. Ou não. Mas que tem sempre um sorriso pra dedicar á alguém.
Que gosta de se sentir protegida.
Que chora ao ser rejeitada.
Que ouve qualquer música e dança, dança, dança...

Cai. Chora, olha pra mãe, levanta e vai em frente.

Queria ser criança sempre.
Crianças sabem ser felizes. Pena que a gente cresce.
E crescer dói. Quando se faz uma certa idade, chega um grande embrulho de presente pra vc. Dentro da caixa vem a chamada "Responsabilidade!".

Pow, mas eu nem pedí!!!!!!!!!!!!
Fazer oq né?
Veio.

A realidade é apresentada a vc por meio de um fórceps.

Ao invés de lágrimas, sangue!
Muito sangue!

Hope = childrens!

Cuidemos de nossas crianças.

Cu, valeu!

=*****







segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A Barbie precisa ser feliz! Sempre!


Papai me chama de boneca.
Isso soa nos dias de hoje como piada.
A boneca já foi muito machucada, magoada. Hematomas.
Algumas bonecas falam. Outras choram.
A minha boneca interior cala. Sufoca sentimentos até não suportar mais.
Eu sinto muito mesmo ter me calado diante de certas situações na minha vida.
De ter permitido certas atitudes para comigo.

Pra quem não sabe, eu já fui fraca. Dependente.
Dependente de sentimentos. Dependente principalmente do medo.
Mas hoje estou curada e peço á todas as mulheres: não tenham medo.
Denunciem agressões, assédios, por que as bonecas não podem morrer.
Eu morrí. Por dentro. E não ressuscitei.
Não quero que o mesmo aconteça com as outras amiguinhas da Barbie.
Pra se ter idéia, segundo dados, a cada 15 segundos, uma mulher é espancada no país.
Ficou impressionado?
Não fique. Foi seu machismo, seu medo de perder seu mundo cheio de pintos ; de ver que os espaços destinados exclusivamente para homens foi invadido cada vez mais por nós, seres frágeis, mas hábeis.

Repito: não se calem.
Pais, irmãos, namorados, maridos, ou quem quer que seja.
Denuncie.
Não se cale como eu calei.
Por que atrapalhei as estatísticas. Eu não denunciei.

Aqui vai um trecho de um texto que eu achei num site que fala sobre a violência contra as mulheres.

Aqui está o link do site pra quem quiser ler mais sobre o assunto, afinal, saber mais sempre é bom!

Link!

O que é violência contra a mulher?

Na definição da Convenção de Belém do Pará (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, adotada pela OEA em 1994), a violência contra a mulher é “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.

“A violência contra as mulheres é uma manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres pelos homens e impedem o pleno avanço das mulheres...”

Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres, Resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas, dezembro de 1993.

A Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos (Viena, 1993) reconheceu formalmente a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos. Desde então, os governos dos países-membros da ONU e as organizações da sociedade civil têm trabalhado para a eliminação desse tipo de violência, que já é reconhecido também como um grave problema de saúde pública.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), “as conseqüências do abuso são profundas, indo além da saúde e da felicidade individual e afetando o bem-estar de comunidades inteiras.”

De onde vem a violência contra a mulher?

Ela acontece porque em nossa sociedade muita gente ainda acha que o melhor jeito de resolver um conflito é a violência e que os homens são mais fortes e superiores às mulheres. É assim que, muitas vezes, os maridos, namorados, pais, irmãos, chefes e outros homens acham que têm o direito de impor suas vontades às mulheres.

Embora muitas vezes o álcool, drogas ilegais e ciúmes sejam apontados como fatores que desencadeiam a violência contra a mulher, na raiz de tudo está a maneira como a sociedade dá mais valor ao papel masculino, o que por sua vez se reflete na forma de educar os meninos e as meninas. Enquanto os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força física, a ação, a dominação e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, sedução, submissão, dependência, sentimentalismo, passividade e o cuidado com os outros.

Por que muitas mulheres sofrem caladas?

Estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não peçam ajuda. Para elas é difícil dar um basta naquela situação. Muitas sentem vergonha ou dependem emocionalmente ou financeiramente do agressor; outras acham que “foi só daquela vez” ou que, no fundo, são elas as culpadas pela violência; outras não falam nada por causa dos filhos, porque têm medo de apanhar ainda mais ou porque não querem prejudicar o agressor, que pode ser preso ou condenado socialmente. E ainda tem também aquela idéia do “ruim com ele, pior sem ele”.

Muitas se sentem sozinhas, com medo e vergonha. Quando pedem ajuda, em geral, é para outra mulher da família, como a mãe ou irmã, ou então alguma amiga próxima, vizinha ou colega de trabalho. Já o número de mulheres que recorrem à polícia é ainda menor. Isso acontece principalmente no caso de ameaça com arma de fogo, depois de espancamentos com fraturas ou cortes e ameaças aos filhos.


Fica a mensagem a se pensar.
Isso é muito sério.
Muito mesmo.

Qualquer coisa, é só ligar. O número é 180. Ou 190.

E que as bonecas vivam em suas casinhas de sonho felizes para sempre!

Afinal, eu ainda espero meu conto de fadas. Meu Ken.

Desejo um mundo melhor. Amores melhores.



domingo, 8 de fevereiro de 2009

Her Morning Elegance / Oren Lavie

Eis meu último orgasmo auditivo E visual.

Música de Oren Lavie - Her Morning Elegance!

Letra:

Sun been down for days
A pretty flower in a vase
A slipper by the fireplace
A cello lying in its case

Soon she's down the stairs
Her morning elegance she wears
The sound of water makes her dream
Awoken by a cloud of steam
She pours a daydream in a cup
A spoon of sugar sweetens up

And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
As she goes in a store
With a thought she has caught
By a thread
She pays for the bread
And She goes...
Nobody knows

Sun been down for days
A winter melody she plays
The thunder makes her contemplate
She hears a noise behind the gate
Perhaps a letter with a dove
Perhaps a stranger she could love

And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
As she goes in a store
With a thought she has caught
By a thread
She pays for the bread
And She goes...
Nobody knows

And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
Where people are pleasently strange
And counting the change
And She goes...
Nobody knows

O clip é realmente muuuuuito criativo.
Ana meu amor, minha gaúcha querida, valeu a dica!

Bjos

=*****

video

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Orgasmos auditivos






Entra e sai num ritmo frenético.
Alguns dias está calmaria.
Em outros, prefiro gritaria, analogias e trilogias.
Ritmos, sons, agudos, contraltos, baixos, guitarras, doídos, alegres ou festivos.
Em dias de tristeza me faz companhia.
Ondas de calor me percorrem o corpo, aquecendo o frio bastante conhecido.
Em dias de alegria, me faz dançar sozinha, sem roupa, com roupa, do jeito que der!
A música é algo que dá uma bolinada espetacular no psicológico da gente.
Pode ser terapia.
Em dias de depressão ouço as que me deixam pra cima, alegre mesmo!
Em dias de alegria ouço também.
Tem dias que são pura nostalgia. Lembram o primeiro namorado, aquele encontro maravilhoso, viagens, pessoas de todos os tipos. Nascimentos e mortes. Dias marcados por loucuras, insanidades, festas, sexos!
Momentos marcantes.
Ela está sempre presente em mim. Onde quer que eu vá.
Faço som com meu fósforo.
Faço batucadas em minha mente.
Orquestras filarmônicas inteiras ao meu redor.

Todo mundo tem aqueele dia de cão!
Chegar em casa, tomar banho e ouvir MÚSICA é essencial.
Quando se tem distúrbio bipolar tbm! hehe

Fica a dica: tá fudido? mau amado? sem grana? sem cerveja pra tomar? sem internet?
Vai ouvir uma boa música, o mundo melhora, garanto!
Estar numa fossa danada, com saudade e ouvir aqueeeeela música que a letra parece com o momento não tem preço!
Uma boa tarde regada a blues e cama [interpretem como quiser], tbm não!

É ela, sempre me causando orgasmos auditivos!
Me deixa livre, leve, solta.
Choro, sorrio, entro em devaneios, mas ela está sempre presente.
Mas música boa, música que se ouve com a alma.
Nada de música banal, sem conteúdo.
Odeio música sem sentido. Sabe, aquelas, que só tem barulho e a letra porcaria?
Por isso adoro a boa e velha [velha mesmo!] música clássica.
Bons violinos. O lobo que mora numa villa é meu preferido. Diferente. Revolucionário.
Com suas bahhhhhhh que Annas!!!!!!!
A de número cinco é minha favorita. Dói a alma. Mas é uma dor gostosa, sadomasoquista até.
A alma nunca cansa de ouvir.
Não enjoa, não sufoca.

Adoro orgasmos. Acompanhados de música então, perfeito!
Calma gente.
Eles são extremamente musicais!

Ou vai dizer que nunca gozou ouvindo música?????????????


[tô surtando, eu sei, mas deixem, afinal, são confissões de lolita!]







domingo, 1 de fevereiro de 2009

Aos moralistas! Singela homenagem! _l_

Existe uma "coisa" que me assusta profundamente dentro da sociedade.
A tal MORAL.
Moral... isso mesmo.
A moral, infectada por seus falsos moralistas me assustam. Falsos sim. Falsos sempre. Falsos e infelizes.
Vocês, queridos, que andam por aí como marionetes, obedecendo padrões estabelecidos, machismos desenfreados, correndo no tic tac do relógio, só digo uma coisa: ENFIEM A MORAL NO RABO!
Desculpem a grosseria, mas é que grosseria maior é a que vocês insistem em cuspir, vomitar talvez; em pessoas como eu. Não importa oque pensam, oque falam, oque falarão de mim.
Sou dona de mim.
Da minha bunda, peitos, olhos, cabelos. E compro minha bebida. Acho que até já paguei pra vocês também. Né?
E você, seu babaquinha moralista [acho que o correto seria utilizar o plural], vai continuar na sua vidinha medíocre, vivendo a verdade dos outros. E não a sua. Trabalhando pro's outros, chorando a morte dos seus, maltratando mulheres, vagabundos, bêbados, aleijados... Que bela sociedade a de vocês, aonde precisam se esconder para poder cometer pecados.
Mamãe não deixa.
O vizinho vai falar.
Não pega bem.
Reputação manchada.
E blá blá blá.
Mesmo sendo infelizes, continuam com esse papo de bons costumes, boa MORAL.
Se quiserem, empresto meu óculos ultra-moderno, onde posso ver de longe um exemplar de um hipócrita. Vocês fedem. Vocês mentem.
O tempo inteiro. E vão permanecer assim. Embutidos dentro de uma sociedade doentia, números em contas bancárias fazem a grande diferença. Eu sou o número 0. Mas se eu for o número 69 é imoral. Né?
Então, vai, sou o 69. Ou o 666. Pode escolher um número pra mim.
Já que sou IMORAL.
E comemoro isso todos os dias.

Repito: ENFIEM A MORAL NO RABO! E NO DO SEU VIZINHO TAMBÉM. POR QUE VOCÊS ADORAM FODER OS OUTROS!

Pra quem não me entendeu, ou acha que não, vai um trechinho de Nietzsche.

" Como se deve proceder?" - Não é isso uma causa, mas um efeito. A moral acompanha, o ideal vem por último.
- Por outro lado, a aparição dos escrúpulos morais (em outras palavras, a consciência dos valores segundo a qual se age) revela certo estado doentio; as épocas fortes e os povos vigorosos não flexionam acerca de seus direitos, dos princípios que fazem agir, do instinto e da razão. A consciência que surge é o índice de que a verdadeira moralidade, quer dizer, a certeza institiva na ação, vai-se por águas abaixo...
Cada vez que cria um mundo novo da consciência, os moralistas são o sinal de uma lesão, de um empobrecimento, de uma desorganização. - Os seres profundamente instintivos receiam a lógica do dever: encontram-se entre ele adversários pirrônicos da dialética e do conhecimento geral...
Uma virtude é refutada com um "PARA".

Nada direcionado... só um desabafo mesmo.


Bjos a todos...

Reflitam também a moral...