domingo, 1 de fevereiro de 2009

Aos moralistas! Singela homenagem! _l_

Existe uma "coisa" que me assusta profundamente dentro da sociedade.
A tal MORAL.
Moral... isso mesmo.
A moral, infectada por seus falsos moralistas me assustam. Falsos sim. Falsos sempre. Falsos e infelizes.
Vocês, queridos, que andam por aí como marionetes, obedecendo padrões estabelecidos, machismos desenfreados, correndo no tic tac do relógio, só digo uma coisa: ENFIEM A MORAL NO RABO!
Desculpem a grosseria, mas é que grosseria maior é a que vocês insistem em cuspir, vomitar talvez; em pessoas como eu. Não importa oque pensam, oque falam, oque falarão de mim.
Sou dona de mim.
Da minha bunda, peitos, olhos, cabelos. E compro minha bebida. Acho que até já paguei pra vocês também. Né?
E você, seu babaquinha moralista [acho que o correto seria utilizar o plural], vai continuar na sua vidinha medíocre, vivendo a verdade dos outros. E não a sua. Trabalhando pro's outros, chorando a morte dos seus, maltratando mulheres, vagabundos, bêbados, aleijados... Que bela sociedade a de vocês, aonde precisam se esconder para poder cometer pecados.
Mamãe não deixa.
O vizinho vai falar.
Não pega bem.
Reputação manchada.
E blá blá blá.
Mesmo sendo infelizes, continuam com esse papo de bons costumes, boa MORAL.
Se quiserem, empresto meu óculos ultra-moderno, onde posso ver de longe um exemplar de um hipócrita. Vocês fedem. Vocês mentem.
O tempo inteiro. E vão permanecer assim. Embutidos dentro de uma sociedade doentia, números em contas bancárias fazem a grande diferença. Eu sou o número 0. Mas se eu for o número 69 é imoral. Né?
Então, vai, sou o 69. Ou o 666. Pode escolher um número pra mim.
Já que sou IMORAL.
E comemoro isso todos os dias.

Repito: ENFIEM A MORAL NO RABO! E NO DO SEU VIZINHO TAMBÉM. POR QUE VOCÊS ADORAM FODER OS OUTROS!

Pra quem não me entendeu, ou acha que não, vai um trechinho de Nietzsche.

" Como se deve proceder?" - Não é isso uma causa, mas um efeito. A moral acompanha, o ideal vem por último.
- Por outro lado, a aparição dos escrúpulos morais (em outras palavras, a consciência dos valores segundo a qual se age) revela certo estado doentio; as épocas fortes e os povos vigorosos não flexionam acerca de seus direitos, dos princípios que fazem agir, do instinto e da razão. A consciência que surge é o índice de que a verdadeira moralidade, quer dizer, a certeza institiva na ação, vai-se por águas abaixo...
Cada vez que cria um mundo novo da consciência, os moralistas são o sinal de uma lesão, de um empobrecimento, de uma desorganização. - Os seres profundamente instintivos receiam a lógica do dever: encontram-se entre ele adversários pirrônicos da dialética e do conhecimento geral...
Uma virtude é refutada com um "PARA".

Nada direcionado... só um desabafo mesmo.


Bjos a todos...

Reflitam também a moral...



2 comentários:

Aline disse...

A verdade é que "A moralidade é o instinto do rebanho no indivíduo." Nietzche ou Alberto?
Nós com nossos sonhos e ações libertinas, a tempo fugimos da castração, formatação e instutucionalização dos individuos.
Não existe moral, Estado, verdades absolutas.
Não fugimos dos nossos desejos de poder de amor, tomar nossos porres (Acho que até já paguei pra vocês também. Né?, respirar um ar menos carregado, enfim viver a margem de toda hipocrisia e podridão.

bjs, amiga te amo!

Lolita disse...

Sim, o texto é a nossa cara! O/
Mistura de Alberto e Nietzsche [enfim, pra mim é a mesma coisa, Alberto é um colão!]