sábado, 14 de março de 2009

Mais e mais poesia!





Hoje é o dia Nacional da Poesia.
A data foi escolhida por ser aniversário de Castro Alves.
Célebre poeta dos escravos.

Quem nunca escreveu, ou tentou rabiscar uma poesia, bom sujeito não é, é ruim da cabeça, ou doente do pé...

Gosto de poetar, brincar, girar as palavras para que possam se encaixar corretamente.
Viajar como quando fecho os olhos e giro o malabares.
Sair um pouco dessa mesmice do dia-a-dia.
Posso ir de um extremo a outro. Unir sentimentos. Sobriedade que falta.
Habilidade de sonhar, e de ser sonhada.
Subir e descer ladeiras, correr numa reta sem fim, chorar nos cantos escuros, sorrir pro vento...
Sem lenço e sem documento...
Olhar o penhasco e pular com vontade... e acordar na piscina que existe atrás da retina de todos nós.... Basta querer...
Sentar no sereno, correr entre ratos, bater a cabeça contra o muro e perceber que era de algodão...
E depois de tudo isso perceber que a vida era Severina.
Que o mar de Fernando Pessoa secou;
A taverna de Álvares de Azevedo era um manicômio;
Que Camões não tinha cadencia nenhuma;
E que tantos outros foram imcompreendidos por permanecerem na loucura serena da poesia.
Erotismo e consternação.
Bravuras e batalhas.
A própria existência.
A morte e a Vida.
Severina.
Os cordéis.
Os menestréis...
E os artistas de rua.
A Comédia Del'Arte e os animadores de corte...
Todos na sua eterna função. Ou disfunção, sabe-se lá.
O fogo da paixão;
O fim de cada uma delas, a marca profunda rastejante na alma.
O fumo e o vinho barato; as prostitutas e as puritanas.
Minha verdade. A sua verdade.
Sonhar um mundo de jujubas, povoados por crianças.
Girar numa cadeira até vomitar.
Ficar sem comer, jejuar a vida.
Ficar sem dormir, não perder os minutos.
Seguir em frente e aceitar a razão são motivos óbvios pra continuar a produzir.
Sangue de papel.
Sabores resgatados, olhos dilatados... um velho comprimido, o velho sistema racial.
Negar o esquecimento das coisas com a nostalgia de um ancião.
Negar o fim.
Negar sempre.
A mesmice.

Somos todos poetas e poetisas.

Basta querer!

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Andei por sobre o vento querendo...
Andei por sobre o vento remoendo...
Andei e perdí o controle das pernas
Cansadas, sentaram em uma esquina qualquer pra pensar...
Metamorfosear a dor, o amor e o dissabor...
Metamorfosear os sentimentos, a razão e a impotência.
Sumí por dias e horas
Esperei o relógio contar todos os tic tacs possíveis...
Deixei de ser previsível, impassível!
Vai, vai, vai, vai!
Volta, volta, volta!
Volta pra viver!
Deixei o bom humor de lado, apanhei um cigarro e saí da melodia...
Procura-se agora uma nova personagem
Chega de vadiagem, viadagem e passividade.
Não vai dar pra abraçar o mundo como seria o plano.
Mas o mundo vai me abraçar, acarinhar se possível.
Cordas bambas de uma vida.
Cordas bambas de um sonho.
Um relâmpago clareou ao longe.
É hora de voltar.

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Bjos a todos!

Lolita!




Um comentário:

Ana Rocha disse...

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora