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O ser Lolita e a História




Gosto do cotidiano.
Das possíveis histórias do cotidiano.
Através dele, podemos compreender a sociedade. Comportamentos, pequenas tradições, cantos, ritos, enfim, cultura em seus diferentes prismas.
Posso falar sobre receitas, lembranças de família, arte, fatos históricos vistos de baixo, como diria Peter Burke.
Não é maravilhoso????
Isso graças a Bloch e Febvre. A Escola dos Analles. História em contato com a Sociologia.
Graaaaaaaaandes franceses, grande salto no modo de como escrever, criar e re-contar a História!
Tenho ânsia quando penso em Positivismo.
Quero Comte bem longe de mim. Arf!
Me desculpem os positivistas.
O Positivismo é um lobo em pele de cordeiro.
Quer ver?
Toda a História contada nos livros que lemos até o Ensino Médio é escrita por eles.
A História do Estado. Manipulada. "Graaaandes feitos heróicos" contados conforme a Elite do Estado. O que significa por ênfase somente em grandes problemas sociais.
E o povo? E as minorias? E os desajustados? Sindicatos? Trabalhadores? Mulheres? Favelados? Leprosos?
Nessa História aí eles não tem espaço. Não há brechas.

Graças aos Annales essas lacunas começaram a ser preenchidas.
Podemos escrever a história de várias formas. Possibilidades.
Subir e descer num piscar de olhos.
História Oral, História dos Loucos, História do Cheiro, História da Culinária, Histórias e Histórias...

Incrível como a História muda as pessoas. Quer dizer, algumas!
Vejo pessoas que entram cegas dentro dela, e ao fim, assim permanecem.
Uma pena. Mesmo.
É a viagem mais viagem de todas.
E Lolita adora viajar.

Um beijo á todos!!!!

O/



Comentários

Anna Rocha disse…
a maior viagem de todas é perder-se em si mesmo.
A história nos possibilita isso!!!!!!!!!!

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